INFORMATIVO SOBRE SURDOCEGUEIRA E DMU
A pessoa surdo-cega é “aquela que tem
uma perda” substancial da visão e da audição, de tal forma que a combinação das
duas deficiências cause extrema dificuldade na conquista de metas educacionais,
vocacionais, de lazer e sociais, o comprometimento simultâneo de ambos os
sentidos varia de pessoa para pessoa. Alguns surdo-cegos têm audição residual e
até a fala, nos casos em que a surdez evoluiu depois de o indivíduo já ter
adquirido a linguagem oral (os chamados “pós-simbólicos”). Os casos mais graves
são os “pré-simbólicos”, de surdocegueira congênitos ou adquiridos antes da
aquisição da linguagem. Estes, sem dúvida, precisam de mais atenção para
desenvolver formas alternativas de comunicação. A
grande dificuldade das pessoas surdo-cegas está, justamente, em desenvolver um
modo de aprendizado que compense a desvantagem visual e auditiva e permita o
relacionamento com o mundo. Por isso, explorar as potencialidades dos sentidos
remanescentes (tato, paladar e olfato) é essencial para a orientação e a percepção,
tanto na escola, quanto fora dela. Tornar a escola um espaço fisicamente
acessível para essas crianças mais um passo imprescindível para acolhê-las
adequadamente. Considera-se a pessoa com surdocegueira
que apresenta essas duas limitações independentemente do grau de perdas no
campo auditivo e visual. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não
se define como deficiência múltipla.
A deficiência múltipla é a ocorrência de
duas ou mais deficiências simultaneamente sejam deficiências intelectuais,
físicas ou ambas combinadas. As pessoas com deficiência múltipla são aquelas afetadas em
duas ou mais áreas, caracterizando uma associação entre diferentes
deficiências, com possibilidades bastante amplas de combinações. Um exemplo
seriam as pessoas que têm deficiência mental e física, cegueira e deficiência intelectual; deficiência auditiva e
deficiência intelectual dentre outras. As pessoas com deficiência múltipla apresentam suas
características específicas como: individuais e singulares e não apresentam
necessariamente os mesmos tipos de deficiência. “No entanto, não é o somatório
dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência, mas sim o nível de
desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, interação social
e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas.”(MEC
– 2006)