segunda-feira, 28 de abril de 2014

INFORMATIVO SOBRE SURDOCEGUEIRA E DMU

A pessoa surdo-cega é “aquela que tem uma perda” substancial da visão e da audição, de tal forma que a combinação das duas deficiências cause extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, de lazer e sociais, o comprometimento simultâneo de ambos os sentidos varia de pessoa para pessoa. Alguns surdo-cegos têm audição residual e até a fala, nos casos em que a surdez evoluiu depois de o indivíduo já ter adquirido a linguagem oral (os chamados “pós-simbólicos”). Os casos mais graves são os “pré-simbólicos”, de surdocegueira congênitos ou adquiridos antes da aquisição da linguagem. Estes, sem dúvida, precisam de mais atenção para desenvolver formas alternativas de comunicação. A grande dificuldade das pessoas surdo-cegas está, justamente, em desenvolver um modo de aprendizado que compense a desvantagem visual e auditiva e permita o relacionamento com o mundo. Por isso, explorar as potencialidades dos sentidos remanescentes (tato, paladar e olfato) é essencial para a orientação e a percepção, tanto na escola, quanto fora dela. Tornar a escola um espaço fisicamente acessível para essas crianças mais um passo imprescindível para acolhê-las adequadamente. Considera-se a pessoa com surdocegueira que apresenta essas duas limitações independentemente do grau de perdas no campo auditivo e visual. A surdocegueira pode ser congênita ou adquirida e não se define como deficiência múltipla.

A deficiência múltipla é a ocorrência de duas ou mais deficiências simultaneamente sejam deficiências intelectuais, físicas ou ambas combinadas. As pessoas com deficiência múltipla são aquelas afetadas em duas ou mais áreas, caracterizando uma associação entre diferentes deficiências, com possibilidades bastante amplas de combinações. Um exemplo seriam as pessoas que têm deficiência mental e física, cegueira e deficiência intelectual; deficiência auditiva e deficiência intelectual dentre outras. As pessoas com deficiência múltipla apresentam suas características específicas como: individuais e singulares e não apresentam necessariamente os mesmos tipos de deficiência. “No entanto, não é o somatório dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência, mas sim o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas.”(MEC – 2006)


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